terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mãe Centralizadora - Papo de mãe!

E você minha querida leitora, se considera uma mãe centralizadora?!
Eu sou, sempre fui, e nunca tinha percebido (até pouco tempo) o quanto isso é ruim para eu mesma, para meu filho e para o pai dele.
Para começar a falarmos sobre isso preciso contar para vocês que apesar de manter um relacionamento com o pai do Lucas não moramos juntos, temos planos de casamento mas precisamos ajustar nossa vida financeira antes disso. Por esse motivo, aliado a minha personalidade de ter iniciativa e não esperar que façam nada por mim que eu mesma possa fazer, desde que meu filho nasceu, eu tomei todas as rédeas da situação, tomei a frente, assumi minha maternidade como uma profissão, tomando a iniciativa, as decisões, fazendo as escolhas e determinando tudo conforme a minha vontade. Eu errei. Errei em não levar em consideração (e às vezes nem aceitar) a opinião do meu parceiro, errei em julgar em vários momentos que ele não seria capaz de administrar determinada situação, que ele não conseguiria cuidar sozinho do nosso filho.
Nem tudo na vida são flores não é mesmo?! Preciso compartilhar com vocês coisas que estou passando, aprendendo, evoluindo para juntas conseguirmos ir adiante, ir além. E esse aspecto da minha maternidade está em constante evolução, aprender a confiar (na capacidade do outro), a delegar, a permitir a participação do pai para mim é um exercício diário.
No início, quando o Lucas nasceu, meu parceiro tentava ser mais atuante, nas decisões, nas escolhas, nos cuidados em si não por que ele tinha receio, não tinha jeito com bebê (segundo ele mesmo)! Mas eu sempre batia o pé e na maioria das vezes, as coisas eram feitas de acordo com a minha vontade. Os meses foram passando, o Lucas foi crescendo, e meu parceiro se acostumando a ficar nessa posição de coadjuvante, e olha que ele tem um temperamento forte também! Mas por eu sempre dar mil justificativas, e mostrar que meu desejo era o melhor para o Lucas ele se acostumou a ceder, a aceitar, mas nem sempre tudo que eu julgava que era o melhor era mesmo, sou um ser humano e erro também!
Ele sempre me acompanha nas consultas do Lucas ao médico, pouquíssimas vezes ele não estava ao meu lado desde que o Lucas nasceu, mas nunca passou pela minha cabeça que ele poderia levar o Lucas sozinho a uma consulta de rotina, por exemplo! Recentemente, quando o Lucas passou pela cirurgia de retirada das amígdalas e adenoides (já relatei sobre isso em um post anterior) e teve que fazer alguns exames, passar por alguns especialistas, conversando com uma conhecida eu percebi que ele poderia fazer isso sim, que eu não teria que obrigatoriamente estar presente, e que ele tinha essa capacidade.
É difícil para uma mãe reconhecer que ela mesma está excluindo o pai de participar ativamente nos cuidados e criação dos filhos, por excesso de zelo, por achar que nossa vontade é sempre a melhor opção, por ter a iniciativa em tudo. Isso afasta o pai do filho, e o filho do pai. Ambos não têm o vinculo que se forma com o dia a dia, com o cuidar. Não estou falando que não exista amor, claro que existe! Mas estou falando dessa conexão que se forma pelo trato, pelo cuidado, pela criação. É claro, o fato de não morarmos juntos como uma família funcional influência muito nessa proximidade, pais que vivem com seus filhos, que participam do dia a dia formam essa conexão com mais facilidade, por que já estão ali, mas e os que não vivem na mesma casa, que participam bem menos da rotina da criança, como introduzir esse pai nesse universo, o colocando na sua posição de pai?!
É isso que venho aprendendo diariamente, me forçando a incluir, a delegar, a envolver ele nesse universo, para que esse vinculo fique mais forte, para que eu por outro lado tenha confiança, tranquilidade, tenha um parceiro na criação e não apenas um espectador (por outro lado também, cabe ao pai ter  e demonstrar esse interesse, essa vontade de fazer parte disso tudo, por mais que seja nosso desejo não podemos obrigar uma pessoa a viver algo que não seja a vontade dela). Não é fácil, era mais fácil quando eu ignorava isso que eu fazia e estava tudo certo! Mas não, eu não estava certa em fazer do meu filho meu patrimônio, um bem apenas de minha responsabilidade. Na verdade, ele é um cidadão do mundo, e quanto mais ele cresce mais isso fica claro e patente e nessa jornada, ter no pai um parceiro, alguém em quem confiar, dividir é fundamental para o bem de todos. Independente da relação de casal, o homem e mulher se um dia acabar, acabou! Mas a de pais será para sempre e é essa relação de parceria, de cumplicidade é o que deve permanecer.  
O texto de hoje foi isso, espero ter contribuído com vocês! Beijos e até a próxima! 


“Um casal, unido, contribuindo com as especificidades próprias de seus sexos, para a formação dos filhos, vai ao infinito.”



sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Mãe de Prematuro - Papo de mãe!

Olá queridas e queridos leitores, tudo bem?!
Dei uma sumida mas já voltei! Não gosto de escrever só por escrever, gosto de postar aqui no blog conteúdos que realmente julgo relevante para vocês e escrevo quando algum fato acontece ou a inspiração vem.

Hoje gostaria de falar para as mamães de bebês prematuros e dizer que eu passei por isso e que entendo vocês.
Meu filho nasceu com 34 semanas (8 meses e meio) devido a um aumento da  minha pressão arterial. Eu não estava preparada para isso, apesar da minha pressão vir aumentando durante a gravidez eu realmente acreditava e esperava que ele fosse nascer na época certa, que é entre 39 á 42 semanas. Fui pra maternidade com a pressão alta (17.11) porém bem, sem sintomas, me sentindo ótima e após uma cesariana meu filhote estava ali bem na minha frente, tão pequeno, tão frágil. Pesando 2.200kg e devido a uma insuficiência respiratória ele não foi comigo para o quarto mas para a UTI, quando fui informada disso, meu mundo caiu.
Os primeiros três dias naquele hospital foram os piores dias da minha vida, debilitada devido as dores, com meu filho na UTI, eu estava em uma enfermaria com outras mães e todas estavam com seus bebês, e o meu não estava lá, ao meu lado. Nesses primeiros dias poucas as vezes fui vê-lo, tudo estava confuso, era mistura de dor física com emocional, frustração, medo, culpa. Me lembro que eu só chorava, tentava ser forte e me mostrar confiante para as pessoas que vinham me visitar, mas quando eu me deitava, cobria minha cabeça e chorava, muito. O Lucas, seguia na UTI sendo muito bem cuidado, sendo medicado e foi reagindo aos remédios e fortalecendo seus pulmões, no terceiro dia começou a se alimentar e eu comecei a tirar o leite com dificuldade para envia-lo na UTI. Fui carregar meu filho no colo no seu quarto dia de vida, mesmo assim, cheio de fios e com muito cuidado. Minha mãe, que ficou comigo nos primeiros 7 dias de internação, sofreu comigo nesses primeiros dias, via meu desespero, meu medo, e sofrendo também tentava ser forte pra me consolar e me dar forças. No quarto dia, depois que carreguei meu filho, comecei a me fortalecer, e comecei a ir até a UTI varias vezes ao dia pra vê-lo, conversar com outras mães, conhecer historias e assim, fui vendo que o que eu estava vivendo era tão pequeno perto do que outras famílias estavam passando, com seus filhos internados a 3 meses, crianças que nasceram com 500 gramas, prematuras demais. Vi uma mãe carregando seu bebê que já estava lá a quase 1 mês, e era tão pequeno, que cabia na palma da mão. Comecei a ser grata pela saúde do meu filho, que estava bem, se fortalecendo e engordando (cada grama que ele ganhava eu comemorava como se fosse a melhor coisa do mundo!).
No total ficamos internados por 10 dias. Eu fui liberada com 7 dias, minha pressão não abaixava de jeito nenhum, por isso permaneci internada também. E ele por 10 dias, até estar respirando bem sem ajuda de aparelhos e com o peso adequado para receber alta. Nesses últimos 3 dias fiquei com ele em uma ala onde as mães podem ficar com os filhos que estão quase recebendo alta da UTI. Com 8 dias de vida eu dei o primeiro banho nele (ele já havia tomado outros mas sempre dado pelas enfermeiras!), troquei pela primeira vez as fraldas dele e tudo que eu queria era sair com ele daquele lugar e não precisar voltar nunca mais. A dor que eu senti, o sofrimento que passei, nunca vou esquecer, e me lembrando de tudo isso ainda fico emocionada, já se passaram 3 anos, meu filho se desenvolveu super bem, após sairmos do hospital não tive problemas com ele de adoecer por um bom tempo, ele era forte e saudável. E eu agradecia muito a Deus por isso (e ainda agradeço!). Pode parecer egoísmo da minha parte mas, naquela situação em que eu estava no chão, destruída, ver pessoas em situações infinitamente piores que a minha minha me fortaleceu, me confortou, e me fez grata a Deus pelo meu filho não ter tido maiores complicações. O sofrimento que se vê em uma UTI neo natal é dilacerador, mães e enfermeiras vibrávamos pela melhora ou notícia positiva sobre o filho umas das outras, eramos mães, mulheres tentando não desmoronar naquele caos, nos ajudando, nos confortando.

Talvez por ter passado por tudo que eu passei, hoje dou muito valor e sou muito grata pela saúde e vida do meu filho, sou mãe protetora sim (mas tento me controlar pra não ser demais também! rsrs), sou chata e sempre faço o melhor que posso pra ele, por que só eu sei o que sofri aqueles dias no hospital e que nunca vou me esquecer.

Mamães de bebês prematuros, sei como se sentem ou se sentiram. Se tenho um concelho para dar pra quem está passando por isso é procure ajuda psicológica, eu não fiz isso, e creio que deveria ter feito, se tivesse tido um acompanhamento psicológico teria passado por esse trauma de uma forma melhor.

Mamães de bebês que nasceram na época normal, deem muito valor a saúde de seus filhos e agradeçam por não terem passado pelo que eu passei, nenhuma dor de parto, nenhum desconforto, nada se compara com o fato de seu filho nascer e não poder estar com você, ser internado em uma UTI e você não ter a mínima ideia de como será o futuro dele ali.

Hoje, meu post é mais um relato da minha experiência do nascimento do meu filho, espero ter contribuído de alguma forma. Até a próxima. Beijos!



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Agressividade na primeira infância - Papo de mãe!

Olá minhas queridas e queridos leitores, tudo bem com vocês?!
Hoje venho relatar e dar dicas a respeito de um comportamento que pode acorrer nas crianças logo na primeira infância, que pode ser desencadeado por vários fatores e nós como pais e educadores precisamos estar atentos e saber lidar da melhor forma: que é com a agressividade.
Como não sou pediatra nem psicologa, algumas informações que aqui serão colocadas eu tirei da literatura, a informação didática aliada a experiência nos faz ter um entendimento mais amplo e completo das coisas. Leiam bastante mamães e papais! Já dizia um sábio, ninguém nasce sabendo! O que é a mais pura verdade.
Bem, resolvi tratar desse assunto depois que meu filho passou por uma situação complicada na escola, uma outra criança da sala dele em um momento de raiva, mordeu o dedinho dele, a ponto de machucar, eu como uma mãe leoa que sou, fiquei muito brava com a situação, mas após conversar com a professora deles e ler um pouco sobre o assunto, descobri algumas coisas e gostaria de compartilhar com vocês.
A agressividade na primeira infância (que é de 0 a 6 anos) é natural, faz parte do desenvolvimento da criança, ela está aprendendo a lidar com suas emoções e é nesse momento que como educadores, temos que estar atentos e os ajudar. A agressividade pode estar ligada a vários fatores, e esses fatores, vão determinar o grau de agressividade de cada criança juntamento com sua personalidade e gênio.
No geral, as crianças se irritam profundamente quando algo lhe é negado ou são contrariadas de qualquer forma. A expressão da sua angústia é dolorosa: mordidas, socos, tapas, chutes, gritos e nós como educadores devemos lhes repreender verbalmente imediatamente, lhes mostrando que isso é errado e que não são assim que as coisas funcionam, não cedermos as chantagens emocionais é muito importante, amar também é dar limites. Mas as vezes essa agressividade pode estar ligada a outros fatores, quando o emocional da criança está abalado por perda de um parente próximo, mudanças na rotina, convivência em um ambiente onde existe muitos conflitos, tudo isso influência diretamente em como as crianças vão demostrar suas frustrações e angustias. No caso da criança que mordeu o Lucas, ele precisa acordar muito cedo para ir para a escola, as 5:30 da manhã, provavelmente não deve ir dormir muito cedo e isso está o colocando em uma situação de estresse muito grande, e ele acaba tendo esses rompantes de nervosismo com os coleguinhas da escola. O problema foi identificado, agora cabe aos pais providenciar melhores condições para que ele durma melhor e não fique irritado durante o dia, quem ai fica bem e feliz quando não tem uma boa noite de sono?! O primeiro passo é identificar o motivo da agressividade e trabalhar para melhorar esse aspecto, se você mamãe e papai não estiverem dando conta sozinhos, isso não é vergonha alguma! O acompanhamento psicológico para as crianças é indicado e muito bom para nos ajudar nesse momento. 
Agora, vamos falar da influência dos pais no comportamento dos nossos pequenos, acho que não deve ser novidade para ninguém que nossos filhos são nosso reflexo certo?! Crianças aprendem por imitação, observam como agimos e reproduzem o nosso comportamento. 
Desde a minha gestação, me preocupei em garantir um ambiente tranquilo para que o Lucas se desenvolvesse da melhor forma, e na medida do possível, eu consegui, e mantenho isso até hoje. Aprendi que o silêncio é nosso maior aliado, na maior parte do tempo, tento manter o ambiente calmo e tranquilo, não gosto de muito barulho, não gosto de discutir nada e com ninguém na frente dele (assim evito que ele me veja alterada), ele tem uma rotina estabelecida desde bebê e isso faz com que a criança já saiba o passo seguinte que vamos dar e esteja calma e preparada para isso, mas é claro que isso são tentativas, não são em todos os momentos que consigo ter todo esse controle das situações, mas esse meu comportamento fez com que meu filho se tornar-se uma criança calma, obediente, amorosa, que tem seus momentos de irritabilidade sim, de pirraça sim, mas que passa por esses momentos sem tomar atitudes muito tempestivas como por exemplo, ele não grita, não se joga no chão como já vi crianças fazendo, não bate e nem morde ninguém, no máximo faz uma carinha de manha um chorinho sentido, repeti algumas vezes aquilo que quer e logo se vê vencido por mim, ou por quem estiver corrigindo ele naquele momento. Ele com 3 anos, já sabe controlar bem suas emoções e impulsos. 
Meus leitores queridos, muito cuidado com o que seus filhos tem presenciado em casa, como eu disse a cima eles aprendem por imitação e tudo é reproduzido, não podemos cobrar deles que tenham controle emocional e nós mesmos não temos, que sejam calmos e obedientes, se na nossa casa presenciam gritarias, palavrões, falta de respeito, e todos esses comportamentos tóxicos que infelizmente sabemos que em alguns lares existe, essas crianças se tornaram espelho disso. 

Depois vou falar sobre como lidar com o que é vivido e aprendido na escola, com o que ensinamos e praticamos em casa. 

Esse texto de hoje ficou longo, mas espero ter ajudado as mamães e papais que estejam passando por algo semelhante ao relatado com seus filhos. Até a próxima, beijos! 




quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Desfralde parte 2 - Papo de mãe!

Olá minhas queridas leitoras, tudo bem com vocês?!
Bem, como prometido, venho contar para vocês a evolução do desfralde do Lucas.
Como eu já relatei anteriormente, retirei a fralda do Lucas após perceber que ele já estava preparado, quando ele começou a me pedir para usar o vaso!
E acredito que devido a eu ter respeitado o tempo do meu filhote, as coisas tenham acontecido de forma tão fácil e leve, retirei a fralda dele em um final de semana! Na escola a adaptação também foi bem tranquila, tinha receio de na escola devido as atividades do dia, ele acabasse "segurando" para fazer as suas necessidades, e acabasse por fazer na roupa.
Mas isso não aconteceu, na escola a adaptação também foi super tranquila! Nem a fralda noturna o Lucas usou por muito tempo, apenas nos primeiros 5 dias, por que percebi, que assim que retirei a fralda durante o dia, ele parou de fazer xixi durante a noite, coisa que também não era sempre que acontecia.
Ou seja, sucesso total! É claro papais e mamães. que acidentes acontecem, um momento em que a criança está distraída, mais eufórica ou com dor de barriga, as escapadas podem (e vão) acontecer e a dica é, fiquem calmos, não recriminem a criança, isso é muito importante! Eu por exemplo, levo na brincadeira, faço da situação uma piada com o Lucas.
Outra dica é, quando virem que é o momento, tirem a fralda de uma vez, nada de colocar apenas quando for sair com a criança, ou a famosa fralda noturna, tirem definitivamente por que se não podemos confundir a cabecinha das crianças e isso dificultar na adaptação, mas lembrem-se, isso também não é uma REGRA, não existem regras na maternidade, o que existe são dicas, experiências já vividas, no final de tudo sempre sigam a intuição de vocês, essa nunca falha!

Beijo para todas e espero ter ajudado de alguma forma! Até a próxima.


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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Festa Infantil em Casa - Dicas da Pri!

Olá meus amores, tudo bem com vocês?!

Hoje venho dar dicar para organização de festa infantil em casa, nesse Sábado passado comemoramos o aniversário de 3 anos do Lucas, e tenho algumas coisas valiosas para falar para quem também pretende fazer festa em casa ou em espaços pequenos!

Bem, tudo começa com a quantidade de convidados que o espaço comporta e quais serão suas prioridades para convidar as pessoas. Eu parto da seguinte filosofia, convido as pessoas que realmente são importantes, amigos e familiares próximos, afinal, é um momento íntimo e de felicidade, então convido as pessoas que realmente fazem parte da minha vida e da do meu filho. Aquele conhecido que você não vê faz 1 ano e que conversa uma vez ou outra não é necessário convida-lo entenderam?! Familiares a mesma coisa, parentes distantes com os quais você nem tem contato, é desnecessário convida-los e não precisam ficar com remorso por isso!

Outra dica, as comidas da festa não devem nunca ser compradas a conta dos convidados, mas também não muito á mais, a não ser que você queira comer salgados o resto da semana toda! rsrs
Salgados simples. e cachorro quente sempre funcionam muito! As pessoas comem e ficam satisfeitas, não precisa ter mil tipos de comidas salgadas, e os doces seguem da mesma forma, dois ou três tipos está ótimo! E se quiser complementar, pode colocar os kits personalizados com alguns tubets, garrafinhas, latinhas, etc.. á seu gosto! Recomendo também não exagerar, para não ter muitas sobras pós festa.

A conta é simples: Salgados geralmente são 10 por pessoa, mini cachorro quente 2 ou 3 por pessoa, doces simples 3 por pessoa, refrigerante 300ml por pessoa e sucos de acordo com o perfil de seus convidados. Os personalizados você não precisa colocar 1 para cada convidado, esses são mais voltados para as crianças convidadas!

Sempre marque a festa para 1h antes do que você deseja que as pessoas cheguem, convidados nunca chegam no horário marcado! rsrs

Contratem os serviços (decoração, fotografia, bolo, doces e salgados, e etc...) com pessoas de sua confiança ou indicações, para diminuir as chances de furos em cima da hora!

Essas dicas são para as pessoas que querem uma festa simples, para poucos convidados mas satisfatória, para eternizar esse momento tão especial que é o aniversário dos nossos filhotes! Espero que essas dicas ajudem e quem quiser mais alguma dica em especial me perguntem ai nos comentários! Beijos e até a próxima!

(Essas fotos foram da festa do Lucas desse ano, ele ama o Mickey Mouse! rsrs)


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Cirurgia retirada das amígdalas e adenoide - Papo de mãe!

Oii gente, tudo bem com vocês?!
Essa semana vamos dar uma pausa no assunto "desfralde" para conversarmos sobre a cirurgia de retirada das amígdalas e adenoide nas crianças. Vou contar minha experiência pra vocês, uma vez que o Lucas passou por essa cirurgia na semana passada. 
Bem, vou dividir em dois tópicos para explicar melhor, as amígdalas aumentadas (amigdalite) e as adenoides aumentadas e suas implicações na saúde e vida do Lucas. 
A amígdalas ~
O Lucas já nasceu com amigdalite, porém, isso só se tornou um problema quando ele completou 2 anos mais ou menos, quando começou a ter inflamações de garganta constantemente, tendo que fazer muito uso de antibióticos, por esse motivo, a frequência nas inflamações, no médico optou por retira-las agora. 
Adenoides ~
Essas sim, sempre foram um grande problema para o Lucas, graças a elas meu filho tem respiração oral, tinha cerca de 80% do nariz obstruído e dormia mal, roncava muito, tinha apneia no sono (quando a pessoa para de respirar por uns segundos), e constantemente ficava com o nariz entupido e mais uma vez tínhamos que recorrer aos antibióticos. O problema das adenoides aumentadas acabou levando o Lucas a ter também ter um líquido bacteriano no ouvido, o que pode prejudicar também a audição, sendo necessário colocar tubos de ventilação para liberar a passagem do ar. 
Cirurgia ~
Na semana passada o Lucas passou pela cirurgia para a correção desses três problemas, e agora vou contar para vocês como foi o pré e o pós operatório até o momento.
Bom, entramos com a internação dele as 11h da manhã com jejum absoluto desde ás 0h (foi dificil despistar ele até a hora da cirurgia, pois ele estava com fome e não podia comer nada, nem tomar um gole de água, recomendo que a cirurgia seja marcada para o mais cedo possível), a cirurgia foi as 12h, ele retornou do bloco as 13:30h acordado e muito confuso, quando me viu já começou a chorar e cuspia muito sangue, eles medicam com dipirona para diminuir a dor. Ele dormiu praticamente a tarde toda, após 2h da cirurgia foi liberado a ingestão de líquidos e gelatina, em alguns momentos ele acordava, comia uma gelatina e voltava a dormir, muito abatido ainda, em um momento chegou a vomitar um pouco de sangue escuro, o médico disse que era normal pois durante a cirurgia poderia cair um pouco de sangue no estomago e por isso poderia ocorrer o vomito. Ele ficou em observação até as 19:30h, quando recebeu a alta e fomos pra casa, nesse horário ele já estava bem melhor, mais animado, já tinha parado de cuspir sangue, já estava impaciente andando de um lado para o outro no quarto querendo ir embora para casa, rsrs
Recuperação em casa ~
Já em casa, no dia da cirurgia ele dormiu cedo e só ingeriu líquidos, tudo frio ou gelado, dormiu mal, por causa do inchaço e obstrução no nariz por conta do sangue e tudo mais. No nariz, é feita uma raspagem das adenoides e uma cauterização no local para uma recuperação melhor e mais rápida. Na garganta é feito corte e cauterização, a criança leva vários pontos na garganta o que inspira cuidados para que eles não se rompam. O ouvido, devido aos tubos ventilatórios que são colocados, não pode de forma nenhuma cair água lá! Cuidado máximo na hora do banho, entrar em piscinas vai demorar um tempo, cerca de 1 ano e só com a liberação do médico. 
Hoje completam 6 dias que ele passou pelos procedimentos, a alimentação vem melhorando dia após dia, está comendo bem, tudo frio ou gelado, estou dando muita gelatina, sucos e iogurtes. 
No caso dele, tenho percebido que a cicatrização da adenoide está pior que a da garganta, ele teve um pouco de sangramento no nariz nas primeiras noites, está dormindo mal, e sente um pouco de dor devido a estar tudo ressecado lá dentro (umidificar o ambiente ajuda um pouco!). Mas não me arrependo de ter submetido ele a esse procedimento agora com três anos, acredito que depois desse período da cicatrização tudo vai melhorar, as infecções vão diminuir, ele vai dormir e respirar melhor.

Depois venho contar para vocês como ele estará após esse período das cicatrizações, ele vai ficar uma semana em casa, só na próxima retorna a escola. Medicação é apenas a Dipirona para caso de dor ou febre, e antibiótico por 7 dias.

Espero que meu relato ajude e tranquilize as mamães que vão passar por isso com seus filhotes, caso tenham duvidas podem me perguntar nos comentários que eu respondo ok?! Beijos e até a próxima. 


terça-feira, 26 de julho de 2016

Desfralde parte 1 - Papo de mãe!

Oii meus amores! Vamos iniciar a nova fase do nosso blog com um assunto voltado para a maternidade, com um dos vilões da primeira infância, o DESFRALDE!

Bem, eu fui uma mãe sortuda, meu filho, Lucas que completará 3 anos agora dia 29, não quis o bico quando era bebê, então não passei pelo momento da retirada do bico! Tirei a mamadeira quando ele fez 1 ano e meio, desde então ele toma leite no copinho (com tampa) e foi super tranquila essa transição, mas a fralda, essa sim, me assombrava já tinha um tempo!

Como eu disse a cima, ele vai completar 3 anos agora, e nós mamães, sempre escutamos varias formulas da maternidade, como por exemplo: "Fralda se tira com 1 ano e meio, 2 anos no máximo!" Como se isso fosse uma regra, sorte nossa que não é! Quem determina isso são primeiramente nossos filhos (de acordo com seu desenvolvimento e amadurecimento), e nós mesmas.

Tive o privilégio de poder estar com meu filho até ele completar 1 ano, após esse período voltei a trabalhar e desde então ele ficou com pessoas da minha confiança, e nesse ano coloquei ele na escola.

Ele nasceu prematuro, de 34 semanas, tudo em seu desenvolvimento depois do nascimento foi um pouco mais demorado de acordo com o esperado pela idade dele. Demorou mais para sentar, em torno dos 7 meses, demorou mais para andar, em torno de 1 ano e 2 meses, e demorou mais para começar a falar!

Ninguém melhor que nós, as mamães para conhecermos e entendermos a dinâmica de nossos filhos.
Assim, eu já esperava que o desenvolvimento psicomotor dele também seria um pouco retardado.

A dois meses atrás, entrei em uma neura que tinha que desfralda-lo! Comprei o peniquinho do Homem Aranha que ele adora, comprei 12 cuecas dos personagens que ele mais gosta, e ufa! Chegou o dia! Acordei na Sábado de manhã, conversei com ele, coloquei a cuequinha, e aguardei pra ver o que acontecia, e foi um FIASCO! Um final de semana de tentativas fracassadas, me senti uma incompetente! Ele não aceitava ficar sentado no penico, fez xixi todas as vezes na roupa, não sabia ainda me avisar antes de fazer, me falava quando já estava fazendo. Me senti um zero a esquerda e desiste do desfralde temporariamente. Entendi que ele não estava pronto, que não adiantava eu força, no momento dele iria acontecer.

Na semana passada, o tão esperado momento começou a acontecer, levei ele pra tomar banho a noite como de costume e ele me pediu pra fazer xixi no vaso, coloquei ele em pé mesmo em frente ao vaso e ele fez o xixi, e adorou! No outro dia já corri pra comprar o redutor de acento, acreditando que isso iria anima-lo mais ainda! No Sábado, acordei, coloquei a cuequinha de novo nele, conversei com ele, e pasme! Ele fez xixi todas as vezes no vaso, não fez nenhuma vez na roupa! Quando vinha a vontade, ele me pedia, íamos ao banheiro e ele segurava até chegarmos lá, posicionava ele em pé em frente ao vaso e ele fazia seu xixinho! Fiquei em estase de tanta felicidade! O momento dele havia chegado, meu filho estava pronto! Desde então ele está usando a cueca durante o dia todo, fazendo suas necessidades no banheiro, ainda estou tendo um pouco de problema com o cocô, ele ainda está se adaptando, então está fazendo com menos frequência, mas também estou colocando ele pra fazer no vaso direto.

Semana que vem começam as aulas, ele fica horário integral na escola, irei dar continuidade do desfralde lá, e venho contar pra vcs como está sendo a evolução dele e a adaptação na escola! Sei que terão alguns escapes, é natural, é uma nova fase, mas estou super feliz porque a iniciativa partiu dele!

Se tenho um dica pra dar é: Respeitem o tempo de seus filhos! Cada criança é unica e no tempo dela tudo acontecerá da melhor forma. Estou super feliz por esse salto no desenvolvimento do Lucas!

Se tiverem alguma dica, relatos de experiências de vcs, compartilhem conosco! Vou adorar ler. Beijos e até o próximo capitulo!