terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mãe Centralizadora - Papo de mãe!

E você minha querida leitora, se considera uma mãe centralizadora?!
Eu sou, sempre fui, e nunca tinha percebido (até pouco tempo) o quanto isso é ruim para eu mesma, para meu filho e para o pai dele.
Para começar a falarmos sobre isso preciso contar para vocês que apesar de manter um relacionamento com o pai do Lucas não moramos juntos, temos planos de casamento mas precisamos ajustar nossa vida financeira antes disso. Por esse motivo, aliado a minha personalidade de ter iniciativa e não esperar que façam nada por mim que eu mesma possa fazer, desde que meu filho nasceu, eu tomei todas as rédeas da situação, tomei a frente, assumi minha maternidade como uma profissão, tomando a iniciativa, as decisões, fazendo as escolhas e determinando tudo conforme a minha vontade. Eu errei. Errei em não levar em consideração (e às vezes nem aceitar) a opinião do meu parceiro, errei em julgar em vários momentos que ele não seria capaz de administrar determinada situação, que ele não conseguiria cuidar sozinho do nosso filho.
Nem tudo na vida são flores não é mesmo?! Preciso compartilhar com vocês coisas que estou passando, aprendendo, evoluindo para juntas conseguirmos ir adiante, ir além. E esse aspecto da minha maternidade está em constante evolução, aprender a confiar (na capacidade do outro), a delegar, a permitir a participação do pai para mim é um exercício diário.
No início, quando o Lucas nasceu, meu parceiro tentava ser mais atuante, nas decisões, nas escolhas, nos cuidados em si não por que ele tinha receio, não tinha jeito com bebê (segundo ele mesmo)! Mas eu sempre batia o pé e na maioria das vezes, as coisas eram feitas de acordo com a minha vontade. Os meses foram passando, o Lucas foi crescendo, e meu parceiro se acostumando a ficar nessa posição de coadjuvante, e olha que ele tem um temperamento forte também! Mas por eu sempre dar mil justificativas, e mostrar que meu desejo era o melhor para o Lucas ele se acostumou a ceder, a aceitar, mas nem sempre tudo que eu julgava que era o melhor era mesmo, sou um ser humano e erro também!
Ele sempre me acompanha nas consultas do Lucas ao médico, pouquíssimas vezes ele não estava ao meu lado desde que o Lucas nasceu, mas nunca passou pela minha cabeça que ele poderia levar o Lucas sozinho a uma consulta de rotina, por exemplo! Recentemente, quando o Lucas passou pela cirurgia de retirada das amígdalas e adenoides (já relatei sobre isso em um post anterior) e teve que fazer alguns exames, passar por alguns especialistas, conversando com uma conhecida eu percebi que ele poderia fazer isso sim, que eu não teria que obrigatoriamente estar presente, e que ele tinha essa capacidade.
É difícil para uma mãe reconhecer que ela mesma está excluindo o pai de participar ativamente nos cuidados e criação dos filhos, por excesso de zelo, por achar que nossa vontade é sempre a melhor opção, por ter a iniciativa em tudo. Isso afasta o pai do filho, e o filho do pai. Ambos não têm o vinculo que se forma com o dia a dia, com o cuidar. Não estou falando que não exista amor, claro que existe! Mas estou falando dessa conexão que se forma pelo trato, pelo cuidado, pela criação. É claro, o fato de não morarmos juntos como uma família funcional influência muito nessa proximidade, pais que vivem com seus filhos, que participam do dia a dia formam essa conexão com mais facilidade, por que já estão ali, mas e os que não vivem na mesma casa, que participam bem menos da rotina da criança, como introduzir esse pai nesse universo, o colocando na sua posição de pai?!
É isso que venho aprendendo diariamente, me forçando a incluir, a delegar, a envolver ele nesse universo, para que esse vinculo fique mais forte, para que eu por outro lado tenha confiança, tranquilidade, tenha um parceiro na criação e não apenas um espectador (por outro lado também, cabe ao pai ter  e demonstrar esse interesse, essa vontade de fazer parte disso tudo, por mais que seja nosso desejo não podemos obrigar uma pessoa a viver algo que não seja a vontade dela). Não é fácil, era mais fácil quando eu ignorava isso que eu fazia e estava tudo certo! Mas não, eu não estava certa em fazer do meu filho meu patrimônio, um bem apenas de minha responsabilidade. Na verdade, ele é um cidadão do mundo, e quanto mais ele cresce mais isso fica claro e patente e nessa jornada, ter no pai um parceiro, alguém em quem confiar, dividir é fundamental para o bem de todos. Independente da relação de casal, o homem e mulher se um dia acabar, acabou! Mas a de pais será para sempre e é essa relação de parceria, de cumplicidade é o que deve permanecer.  
O texto de hoje foi isso, espero ter contribuído com vocês! Beijos e até a próxima! 


“Um casal, unido, contribuindo com as especificidades próprias de seus sexos, para a formação dos filhos, vai ao infinito.”



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