quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Agressividade na primeira infância - Papo de mãe!

Olá minhas queridas e queridos leitores, tudo bem com vocês?!
Hoje venho relatar e dar dicas a respeito de um comportamento que pode acorrer nas crianças logo na primeira infância, que pode ser desencadeado por vários fatores e nós como pais e educadores precisamos estar atentos e saber lidar da melhor forma: que é com a agressividade.
Como não sou pediatra nem psicologa, algumas informações que aqui serão colocadas eu tirei da literatura, a informação didática aliada a experiência nos faz ter um entendimento mais amplo e completo das coisas. Leiam bastante mamães e papais! Já dizia um sábio, ninguém nasce sabendo! O que é a mais pura verdade.
Bem, resolvi tratar desse assunto depois que meu filho passou por uma situação complicada na escola, uma outra criança da sala dele em um momento de raiva, mordeu o dedinho dele, a ponto de machucar, eu como uma mãe leoa que sou, fiquei muito brava com a situação, mas após conversar com a professora deles e ler um pouco sobre o assunto, descobri algumas coisas e gostaria de compartilhar com vocês.
A agressividade na primeira infância (que é de 0 a 6 anos) é natural, faz parte do desenvolvimento da criança, ela está aprendendo a lidar com suas emoções e é nesse momento que como educadores, temos que estar atentos e os ajudar. A agressividade pode estar ligada a vários fatores, e esses fatores, vão determinar o grau de agressividade de cada criança juntamento com sua personalidade e gênio.
No geral, as crianças se irritam profundamente quando algo lhe é negado ou são contrariadas de qualquer forma. A expressão da sua angústia é dolorosa: mordidas, socos, tapas, chutes, gritos e nós como educadores devemos lhes repreender verbalmente imediatamente, lhes mostrando que isso é errado e que não são assim que as coisas funcionam, não cedermos as chantagens emocionais é muito importante, amar também é dar limites. Mas as vezes essa agressividade pode estar ligada a outros fatores, quando o emocional da criança está abalado por perda de um parente próximo, mudanças na rotina, convivência em um ambiente onde existe muitos conflitos, tudo isso influência diretamente em como as crianças vão demostrar suas frustrações e angustias. No caso da criança que mordeu o Lucas, ele precisa acordar muito cedo para ir para a escola, as 5:30 da manhã, provavelmente não deve ir dormir muito cedo e isso está o colocando em uma situação de estresse muito grande, e ele acaba tendo esses rompantes de nervosismo com os coleguinhas da escola. O problema foi identificado, agora cabe aos pais providenciar melhores condições para que ele durma melhor e não fique irritado durante o dia, quem ai fica bem e feliz quando não tem uma boa noite de sono?! O primeiro passo é identificar o motivo da agressividade e trabalhar para melhorar esse aspecto, se você mamãe e papai não estiverem dando conta sozinhos, isso não é vergonha alguma! O acompanhamento psicológico para as crianças é indicado e muito bom para nos ajudar nesse momento. 
Agora, vamos falar da influência dos pais no comportamento dos nossos pequenos, acho que não deve ser novidade para ninguém que nossos filhos são nosso reflexo certo?! Crianças aprendem por imitação, observam como agimos e reproduzem o nosso comportamento. 
Desde a minha gestação, me preocupei em garantir um ambiente tranquilo para que o Lucas se desenvolvesse da melhor forma, e na medida do possível, eu consegui, e mantenho isso até hoje. Aprendi que o silêncio é nosso maior aliado, na maior parte do tempo, tento manter o ambiente calmo e tranquilo, não gosto de muito barulho, não gosto de discutir nada e com ninguém na frente dele (assim evito que ele me veja alterada), ele tem uma rotina estabelecida desde bebê e isso faz com que a criança já saiba o passo seguinte que vamos dar e esteja calma e preparada para isso, mas é claro que isso são tentativas, não são em todos os momentos que consigo ter todo esse controle das situações, mas esse meu comportamento fez com que meu filho se tornar-se uma criança calma, obediente, amorosa, que tem seus momentos de irritabilidade sim, de pirraça sim, mas que passa por esses momentos sem tomar atitudes muito tempestivas como por exemplo, ele não grita, não se joga no chão como já vi crianças fazendo, não bate e nem morde ninguém, no máximo faz uma carinha de manha um chorinho sentido, repeti algumas vezes aquilo que quer e logo se vê vencido por mim, ou por quem estiver corrigindo ele naquele momento. Ele com 3 anos, já sabe controlar bem suas emoções e impulsos. 
Meus leitores queridos, muito cuidado com o que seus filhos tem presenciado em casa, como eu disse a cima eles aprendem por imitação e tudo é reproduzido, não podemos cobrar deles que tenham controle emocional e nós mesmos não temos, que sejam calmos e obedientes, se na nossa casa presenciam gritarias, palavrões, falta de respeito, e todos esses comportamentos tóxicos que infelizmente sabemos que em alguns lares existe, essas crianças se tornaram espelho disso. 

Depois vou falar sobre como lidar com o que é vivido e aprendido na escola, com o que ensinamos e praticamos em casa. 

Esse texto de hoje ficou longo, mas espero ter ajudado as mamães e papais que estejam passando por algo semelhante ao relatado com seus filhos. Até a próxima, beijos! 




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